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“Que palavras deseja ouvir?”, “Que tipo de pessoa você é?”, “Por que?”, “O que quer que as pessoas vejam em seu reflexo?”; perguntas que continuam a ressoar cada vez mais alto, perguntas que corro desesperadamente atrás, questões que desisti de resolver e quero que as o mundo diga para mim!

“Você gosta de mim?”, “Me acha bonita?”, bobagens! Um mundo todo construído por respostas dessas perguntas, por milhares e bilhares de respostas, acumuladas em 20 anos, que são descartadas como lixo com apenas uma contradição de uma pessoa cuja forma é distorcida e esquecida. E tudo começa novamente, como um eterno e cansativo questionário. Esperando que apareça alguém que possa resolver essas questões por mim, que preencha o vazio da minha imagem que não alcanço, que ignora meu perdão que já se esqueceu como é se sentir completa.

E com isso, minhas palavras surtem apenas metade do efeito, minha imagem aparece cortada em qualquer espelho, minha emoção nunca se completa, nunca se torna em seu total digna e respeitada. Pobre desta metade, que busca eternamente algo que possa preencher esse vazio que há ao seu lado. Mesmo que ame alguém, nunca se sentirá preenchida, mesmo que essa pessoa te abrace, ainda não sentirá a outra metade, mesmo que poemas de amor sejam declamados, apenas metade dele emocionará.

Saia! Corra! Alcance! Antes que aquela pessoa se vá. O relógio está tão velho e retardatário, já passou o tempo de recuperar minha imagem, que chora sozinha, que será o que realmente sustentará esse mundo que se encontra em colapso, que busca por respostas e nunca chega a lugar algum. Quero me completar, e para de apenas ver um a pegada no chão cortado. Quero ver um par de pés, antes de correr aos braços daquela pessoa, antes que nós passemos a subir aquela escadaria juntos. Quero a minha outra parte, para poder abraça-lo mais forte, quero meu lado esquerdo, para que eu possa me levantar sem aquela velha muleta, quero voltar a ter aquele orgulho, antes de poder olhar novamente para aqueles olhos.

 

# Girar girar

Em meio aos dobramentos em minha cabeça, cada momento começa a desmoronar, cada lembrança começar a gritar, e cada sentimento parece se retorcer em meu âmago, causando uma dor que avulsa meus sentidos e me faz sem reação e sem expressão.

Porque me olha com esses olhos de novo? Por que pesa em minha mente novamente? Por que voltou do lugar que havia desaparecido? “Por que corta as pegadas nas qual você mesma andou?”. Um novo começo, com um cheiro velho, um passado mal resolvido e questões ainda abandonadas ao acaso. Continuo a seguir aquele velho carrossel que girava e girava, e não saía do lugar; cuja existência vislumbrava minha pobre imagem jogada aos prantos em minhas costas.

Minhas palavras apenas caem, se tornam sons distorcidos, esse som do carrossel atrapalha as vibrações e distorce seus sentidos. Meus lábios perderam o controle, dizem coisas discordes, que te fatiam, e esmagam. Eu quero tocar-lhe e lhe abraçar, mas somente a fumaça daqueles momentos consigo exalar. Eu quero encontrar palavras em meu dicionário que consigam expressar o quanto meus batimentos aumentavam com o toque de sua mão, quero poder colocar no papel o desenho suave que sua voz ecoava em minha memória, quero poder dizer te amo, fora de ordem em outro passo, de forma que apenas essas duas palavras tenham um significado e imagem maiores do que apenas uma descrição no dicionário banal do cotidiano.

Quero poder dar a mão à essa moribunda imagem jogada ao pé do carrossel que só consegue girar e girar, que não sai do lugar, que repete os mesmos erros, os mesmo medos, as mesma lágrimas, as mesmas inseguranças, as mesma palavras, as mesma e mesmas e mesmas coisa! Sempre, em um circuito fechado, como se houvesse outra rota. Por favor, não me rejeite! Me aceite, aceite essa sua parte que refletida no espelho não mudará, mesmo em estilhaços será sempre eu, será sempre você.

E em meio ao lugar vazio, com apenas aquele velho carrossel em seu centro, quero poder me tirar de lá, minha outra metade que há anos rejeitei, que há tempos esqueci, que gritava abafadamente pela música daquele carrossel enferrujado. Enquanto aquele enorme brinquedo continuar a rodar, não poderei voltar a você, minhas palavras continuarão caindo no infinito buraco, e você irá novamente para longe desses pequenos braços que não conseguem alcançar a própria aceitação.

# Cigarras

As ondulações de cada folha que cai na água, com o balançar do vento, se expandem e logo deixam de existir; mas logo em seguida, desencadeiam mais ondulações, e o mundo ali refletido, torna-se a cada momento outro; desconcertando o que os olhos possam entender e o cérebro traduzir. Assim quando minha respiração sopra suavemente por aquela superfície aquosa, a brisa das três da manhã acariciam meu rosto; começando a afastar aquele ar quente, que ao longo do dia, o sol esqueceu-se de levar consigo, e se esconder naquele horizonte distante que machucam meus olhos.

Esses olhos cansados da claridade das tardes, descansa nesse sereno que a lua deixa respingar sobre minha pele, e cobre meu corpo com um manto branco azulado, fazendo-me entrar nesse sonho insano, me fazendo esquecer a realidade e me afogando em novos versos. Em meio desta nova história, as únicas coisas que ouço, são os choros das cigarras, que parecem gritar por misericórdia para aquela luz suave; e este choro me faz lembrar, aquele tédio das luzes que vejo todas as tardes e do sorriso malicioso do sol, que de deleita em minha expressão de desgosto. Ah,sim..sou como as várias cigarras que caminham nesse mundo insano da manhã; o desespero de saber que o tempo está acabando, gritar por mais uma noite, e no fim, fechar as cortinas em silêncio. Mas que bela canção que esse reflexo me traz.

O insanidade vai passando, assim como a translucidez da luz, começa a ficar mais quente, e aquela brisa suave, começa a ser empurradas pelo mormaço mal humorado daquele se sempre se esconde aonde meus olhos doem. E no silencioso grito dessa madrugada, acabo acordando e assim, como mais um dia dos muitos que irão suceder, eu levanto e e as cigarras começam seu eterno choro para que nada se acabe, e eu; o meu de que tudo se silencie.

# Purgatório

O tempo passou, as estações também;mas por que diabos aquele início de inverno ainda permanece dentro de mim?! Aquela sensação de continuar afundando com aquelas lembranças, aquele medo que encobre qualquer chão que eu possa caminhar, aquela agonia de ao menos pensar em baixar a guarda e acabar no chão, com o resto da pouca dignidade que me restara. No fim dos meus 19 anos, quando eu consegui finalmente me levantar e não olhar para trás, jurei nunca mais baixar a guarda, de me trancar dentro de mim, colocar uma máscara para proteger o que ainda restava dos meus sonhos inocentes.

No entanto não bastou apenas virar de costas para as lembranças que me atormentavam; eu tinha que parar de olhar o reflexo daquela pobre criatura que ainda refletia à mim mesma; que mostrava o quão patética e miserável eu era e que, mesmo se eu colocasse mais máscaras para esconder as cicatrizes profundas que ainda ali estavam, bastaria apenas uma frase, para tudo aquilo retornar de forma desconcertante e arruinar toda uma ilusão de que tudo ficara no passado.

A partir disso, um linha se criou, uma voz intensa começou a ressoar: “Mas que belo trabalho!”, e quase em um ato cruel, começou a despedaçar aquela bela máscara que eu confeccionara e, os pedaços que caíam, começaram a mostrar a deformidade que se escondia por debaixo daquilo: “Eu não posso ficar aqui”, “Devo correr antes que alguém veja”, minha cabeça gritava em um tom desesperador,e dentro desse looping infinito, no qual minha cabeça girava, eu só queria fugir; e com um sorriso misericordioso, a voz me dava a resposta: “Apenas acabe com isso.”.

“Claro, é só cortar essa linha antes que ela crie corpo”. Uma mentira gentil, que me confortava e que parecia ser a resposta para tudo; não me importaria quem sairia ferido, ou quem chorasse depois, eu só precisaria passar por cima de tudo e, antes que minha máscara quebrasse, era só preparar outra. Sim, naquele inicio de inverno, onde eu afoguei sem expressão alguma aquelas lembranças, eu escondi minhas feridas do mundo, ninguém as veria de novo, eu amaldiçoara, à mim e as minhas deformidades, que mesmo me enlouquecendo para serem tratadas, eram escondidas e silenciadas. Ninguém jamais ouviria ou saberia de sua existência.

Mesmo pensando assim, algo se contradizia: eu queria fugir, mas queria uma mão para me parar; eu queria correr para longe, mas queria que um abismo me impedisse; eu queria apenas acabar com tudo, mas esperava um “não”. E aquela pequena e frágil linha que ressurgira no fim daquele inverno, foi a minha contradição. Fora a falha que havia na minha promessa, foi o abismo que me joguei e que me debati tanto para me agarrar e parar de cair, e nesse pequeno fio eu me apoiei e gritei com todas as minhas forças por uma luz, roguei por uma prova de que minhas ilusões não estivessem totalmente erradas, implorei para que tudo aquilo que uma vez existiu nesse recipiente voltasse, que aquele fio fosse o que me puxaria para fora desta máscara, que fosse o meu elo com futuro e o meu rompimento com o passado.

Mas isso já é uma outra história.

# Dança em meio ao gelo

Quando será que as vigas que sustentavam esse amor começaram a entortar? Que os seus olhos começaram a desviar, que seus sentimentos começaram a mudar, que toda essa história começou a se desmanchar, como as cartas que lhe escrevi? Não consigo ver o que me cegou, o que me sufoca e o que me faz ter a vontade de gritar, de correr e de pedir socorro, à essa chuva que se mistura com minhas lágrimas, e à este céu que parece um espelho dos meu sentimentos: cinza, esfumaçado e que se move tão lentamente, quanto o processamento do que está acontecendo.

Meus pensamentos param, e meus sentimentos começam a dançar no gelo que se tornou meu coração. Em meio à essa música que toca em minha cabeça, com notas de pianos que caem em meu rosto e essa melodia melancólica que faz com que meus olhos se fechem, essas emoções rodopiam no gelo de minha alma e tentam me fazer esquecer essa dor de não ter mais suas mãos em meus cabelos.

O calor dessas suas mãos, parecem tão gélidas nessa chuva; o seu sorriso parece tão opaco em meio às minhas lágrimas; suas doces palavras não emitem som neste filme mudo de minhas memórias; sua presença já não está mais comigo. Todas as promessas ficam desfiguradas, pelo andar das lâminas de meus sentimentos neste gelo perpétuo; minhas mão roxas não mais o podem alcançar.

Seu lado esquerdo já não me pertence, uma outra sombra começa a aparecer refletida a seu lado neste por de sol de inverno. Meus pés paralisam, meus lábios tremem, e não conseguem emitir qualquer som, as palavras não saem, e as memórias daqueles dias de primavera começam a congelar, com esses ventos do inverno. Tudo cai no esquecimento e tudo que um dia era para mim, já não o é.

Este amor parece-me agora tão amaldiçoado e tão doloroso, que minhas lágrimas parecem não abster o que sinto. Um ódio começa a destruir os sentimentos que já tive por você; meus olhos se tornaram cegos para ver-lhe; meus lábios mudos para falar com você; meus sorrisos tornaram-se extintos em sua frente e a roda da fortuna mais uma vez começa a rodar e rodar.

A primavera de meus 17 anos se quebra com as desilusões de meus sonhos ingênuos, e começa a surgir os botões dos meus 20 anos, que tenta, mesmo em meio a este inverno, florescer e se reerguer, e esquecer o tom gentil de sua voz em meu ouvido. Com meus joelhos ralados e roxos pelo frio, afundo você no fundo deste gelo, esperando com que o tempo faça o que me prometeu e me liberte desse sentimento tão infernal, mas tão belo. No fim desta dança, minhas lágrimas já se foram, com este vento que sela as últimas belas memórias daquela primavera; e viro-me de costas, ignorando seus olhos petrificados, que pedem para que lhe poupe de executa-lo de minhas memórias; mas e um ato frio e sem misericórdia, simplesmente não olho mais para trás e apenas uma frase sai: “afunde”.

# Inverno Intruso.

A primavera começou mais uma vez, mas parece que o inverno se abrigou dentro de mim. “Tudo que vai, volta.”, era esse o ditado? Já não me importa mais, as dúvidas acumuladas parecem se tornar um desabamento e me sufocam…me impedem de pedir ajuda. Mas seria apenas um muro que construí? Uma nuvem que me impede de ver e pensar, que me faz duvidar da minha capacidade e que nubla as minhas decisões? Seria a saudade, um veneno pleno e silencioso que se fixou em meus pensamentos e me mata todos os dias antes de vê-lo, ouvir sua voz, ou ler uma pequena mensagem sua?

Permaneço a mesma criança ingênua e imatura de dois anos atrás: com medo do pensamento do próximo, se escondendo na própria sombra e se afogando, sozinha, em suas dúvidas e dores. Além do mais, o que seria ser indiferente com a falta que se tem de uma pessoa? Há tantas interpretações que acabo me perdendo no meio deste raciocínio que me puxa para os mais escuros pensamentos: seria realmente não sentir falta alguma, como se aquela pessoa fosse “mais um”? Ou seria se conformar com a situação e simplesmente deixar de se importar?

Aquele medo de não ser amada de volta, acaba voltando. Será um destino que está determinado? Como: Amo, mas nunca serei correspondida; e se sou, é por pouco tempo. Se for, prefiro deixar de existir e passar essa maldição para outro.

Eu sinto saudade da sua voz quando fala coisas que me deixam envergonhada, das cócegas que me fazem chorar e rir ao mesmo tempo, dos abraços por trás, do conforto que me passa quando estou mal, quando se mostra preocupado, quando me beija de repente e de quando me fala “te amo”. Foram-se apenas duas semanas que não nos vemos e já sinto um vazio. Claro, não paro meu cotidiano, mas também, aquela ansiedade de vê-lo, aumenta conforme o final de semana vai se aproximando.

Palavras…ora. O que são, senão um meio para se expressar, mas para se interpretar também: como saber se você está rindo, bravo, envergonhado ou indiferente? De que modo saberei se nessa frase, está brincando comigo, se está bravo, inconformado ou sendo apenas”você”? Em meio a essas palavras que aparecem, nada parece real…parece, uma peça ensaiada e sem sentimento algum; nem caras, nem bocas. Por mensagens não posso ver sua expressão,não posso tocar a sua mão, não posso te ver, não consigo te abraçar.

Seria certo pensar: “Pense em mim!”, “Sinta saudade!”, “Olhe para mim!”? Mas nesses pequenos “desejos”, há apenas ordens, que nem eu gostaria de seguir. Porque a pessoa pela qual quero continuar junto, rindo ou chorando, que me deu mais momentos de felicidade do que momentos de tristeza; não foi “aquele” sem defeitos: sem “dar patadas”, nada gentil, chato, grosso e que gosta de implicar. O garoto de 18 anos é o mesmo, só cresceu, e mudou conforme a sociedade solicitou. Eu o amo mesmo sabendo que haverá momentos que irei chorar na madrugada e assim como as coisas boas que podem vir a acontecer, como, em uma tarde calorenta.

Naquele pequeno tom: “faça o que achar melhor”, eu decidi simplesmente ficar com você, continuar te amando, só pelo fato que o sentimento que tive há dois anos atrás, continuou; só que maior. Eu ainda quero poder sentir e esperar o calor da primavera, que irá expulsar esse inverno passageiro, e sentir a sua mão em cima da minha; mesmo que tenha que esperar vários invernos passarem.

# Complementares [FICTION]

Em meio a uma monótona vida cotidiana, cheia de estresse, meus pensamentos começam a borbulhar em minha cabeça: “Todos estão tão ocupados, ele não é exceção”, penso eu, enquanto seguro meu lápis olhando o céu pela janela. Pela primeira vez, desde que estamos juntos, realmente comecei a perceber os erros e deslizes que fiz; uma coisa que desde criança ouço, mas que sempre achava que aplicava: Quando se está junto de alguém que lhe é importante, não adianta tentar mudar a personalidade dessa pessoa.

O sino toca, em meio à multidão e daquela brisa de verão, o céu me trás pensamentos ao qual tentava evitar. Sem perceber tentei mudá-lo para a minha forma utópica de pensamentos e de necessidades. Somos que nem Yin e Yang: Ele é quieto, não gosta muito de falar,- principalmente sobre ele- prefere observar e escutar, às vezes age de forma muito grossa, mas em contraste, ele é atencioso e carinhoso. Já eu, falo muito,sou sentimentalista, penso demais em possibilidades negativas, sempre acho que sou um incômodo para qualquer um, sou indecisa e não tenho confiança em mim. Na falta de suas palavras, os gestos tornam-se seus meios para expressar seus sentimentos para mim; já eu sou o oposto: não demonstro, por vergonha, como me sinto e, por falta do gestos, prefiro demonstrar em meio das palavras. No entanto, acabo sempre priorizando suas palavras do que seus gestos.

Acabo sentando naquele parque perto da escola, e em um gesto impulsivo começo a bater na minha cabeça, pensando: ” Tenho de me livrar desse péssimo hábito de pensar que não tenho o direito de estar com ele e de que ele não gosta tanto de mim. Por que eu me permito pensar assim, estou com medo? Ou apenas não acredito em mim?”. O vento bate em meu rosto e olho para cima, vejo aquele céu que me lembrava do dia em que tudo começou, minhas lágrimas se fundiram com um sorriso e logo vêm à minha mente: “Ele gosta desse meu jeito inútil e nunca tentou mudar meus defeitos…ah, é mesmo, eu me apaixonei por ele do jeito que ele é: esse jeito quieto, grosso e atencioso dele. Sou tão tapada, quando percebi já não parava de pensar nele”.  O que realmente importa? Se nos falamos todos os dias, ou os pequenos momentos que passamos um ao lado do outro? Mesmo que estejamos tão distantes e não nos vemos tão frequentemente, ainda estamos debaixo desse mesmo céu. Podem demorar horas, dias, semanas, meses ou até mesmo anos, mas o que realmente importa é no momento em que nos encontrarmos. Mesmo que você não diga, mesmo se não formos como os casais “normais”, temos o nosso modo de amar. Somos opostos que se completam, pois o seu jeito calmo faz com que eu veja meus erros e possa melhorar, eu posso crescer e melhorar, para que eu possa aprender a confiar mais em mim e possa passar a acreditar nos outros e, desse jeito, eu sempre vou continuar te amando e sei também que você me amará, como naquele início de primavera.

# Mente Egoísta

O céu me faz lembrar de tempos remotos
Em que, um dia esses pobres olhos estavam enganados
Onde minha mente era um eterno terremoto
E meus sentimentos, já estavam esgotados
De tanto amar e não serem amados

Mas em uma manhã, uma voz me resgata dessa escuridão
Me guiando ao calor de seus braços
Fazendo-me sentir amada, pela primeira vez então;
Mas egoísta como sou, comecei a desejar
Que ficasse mais perto, para nunca mais soltar
Sufocando o desespero, nessa mente perturbada
Que mesmo recebendo muito, ainda achava que era nada.

Você sempre esteve ao meu lado, querendo me ajudar
Mas esse coração desesperado
Não quer descansar
Com medo de te perder, e dessa paixão ter cessado

Um sentimento incerto, em uma fase embaralhada
Como papeis ao vento sem destino definido
Que tornam nossa visão embaçada
E nossa vida uma surpresa, com um brilho perdido
Que apenas os bobos veem e sentem
Somos tão tolos e incertos. Mas tão humanos e completos.

Quero que o tempo pare para nós
Pois ele é tão injusto e cruel
Que faz seu sorriso desaparecer em segundos
E saudades doerem sem parar
Esperando apenas você dizer me amar.

# Requiem

A neve caía gentilmente do céu naquela noite de inverno, enquanto a janela do quarto de hospital refletia o meu rosto desgastado. A cada floco de neve que se dispersava, um sentimento de solidão surgia em meu peito. O som dos aparelhos, formavam uma melodia triste que ecoava em minha alma, enquanto a minha respiração ficava mais lenta. Naquele momento só queria estar com você e ver o seu sorriso que, uma vez, foi meu. A hora passava, a neve caía mais intensa, e meus olhos começavam a ficar pesados; todos em minha volta, me olhavam tristes e, quando olho pra o lado,  te vejo chorando, segurando a minha mão. Os batimentos retardavam, minha respiração falhava, antes do meu último suspiro olhei para você e disse-” Por favor, se despeça de mim sorrindo.”. Um sorriso seguido de lágrimas surge em seu rosto, enquanto as cortinas se fechavam diante de meus olhos.

# Pusilanimidade de Porcelana [FANFIC]

Era um dia chuvoso e frio; quando acordei já era tarde. Parecia que aquele cenário cinzento e anagógico transparecia todos os meus sentimentos acumulados até hoje: Frustrações, indecisões, medo e angústia; todas essas emoções parecem ter se concentrado em apenas um momento e em um instante, enquanto estava a olhar a chuva caindo pelo outro lado da janela. Palavras que não conseguem ser ditas, pensamentos que não conseguem serem definidos, um passado que torna o meu presente e, o meu futuro, uma névoa de indecisões. Me tornei, no decorrer desses anos, uma pessoa fraca; que teme ,até hoje, os fantasmas do passado.

Os ponteiros do relógio não se movem, o cenário não muda nessa tarde chuvosa. Tenho medo dos meus próprios pensamentos, de que meus pesadelos se personifiquem e virem uma parte dessa peça que é a minha realidade. Minhas inseguranças refletem em seus olhos que me encaram mostrando os monstros que, um dia, me perseguiram e destroçaram a minha alma. A desconfiança em meus próprios pensamentos, fizeram com que eu necessite de alguém para me sustentar, para que o resto de confiança não suma, como uma estrela que perde o seu brilho e é esquecida pelo universo.

Quero aprender a ser humana mais uma vez, destruir essa fortaleza que se fez no decorrer desses 17 anos e ver o mundo que esses olhos cansados não enxergam, e poder ouvir a verdadeira melodia que o universo toca. Quero alguém em que possa confiar mais uma vez, que não torne as lembranças de que um dia eu vivi, pesadelos que me assombram em todas as noite, quero acreditar, viver e amar. Desejos que podem deixar de ser uma utopia e virar uma melodia, cobiça de não ser abandonada como uma boneca quebrada, sempre poder pertencer à você, e dizer os meus pesadelos à você, algum dia, sem medo do que irá pensar ou fazer. Quero poder me tornar como vento que, raramente pensa e sempre faz, que não têm medo da onde ir e de onde irá acabar, quero apenas pertencer à você e deixar esse vendaval dos meus pensamentos passar e deixar me entregar completamente à você. Não sei se você me esperaria, mesmo quando você disse que era comigo que queria ficar, temo um dia essas palavras se tornarem apenas uma frase dita, mas quero me tornar alguém forte, para poder ficar ao seu lado e te apoiar nos seus momentos difíceis. Uma frase que não me canso de ouvir sair dos seus lábios, e que quero cada vez mais falar para você: Eu te amo.

# [ONE SHOT] Desencontros [FANFIC]

Tudo parece lento, parece que o tempo acabou desde o dia em que paramos de nos ver; meu mundo parece que entrou em colapso, minha mente e meu coração não estão no mesmo passo. Essa é a realidade da era digital, não?! Não consigo sentir se você fala indiferente ou com alguma expressão, se está triste ou alegre, se sorri ou chora, tudo é um incerto sem conceitos e sem suposições. Não sei se meus sentimentos cresceram à tal ponto que desejo, aspiro por mais carinho seu; que quero você mais perto de mim…Ou se suas mãos e coração estão se afastando lentamente de mim, a cada minuto que se passa, e só agora estou percebendo. Não consigo raciocinar, minha cabeça está um quebra cabeça sem resolução.

Se passou bem menos de uma semana, e já sinto faltas dos seus abraços, de sua voz, do simples fato de você estar por perto, da sua presença. Lembro-me da época que nos conhecemos, a época em que tudo se começou com uma amizade boba, em que lhe contava tudo, até dos meus mais profundos segredos; mas parece que quanto mais gosto de você, menos eu quero que você se preocupe comigo, e mais eu guardo tudo dentro de mim; até que uma hora, a caixa de pandora, que reside dentro de mim, se abre, e acabo por desabar-me longe de onde você possa notar. Seus olhos parecem vasculhar cada parte de minha alma, e conseguem ler a minha mente, sabendo o que se passa dentro dela. Mas não consigo fazer tal ação, não consigo saber como se sente, quais são os seus desejos… E quais são os seus pesadelos.

Minha falta de auto-confiança me apunhala, e me sinto cada vez mais amedrontada em te perder, porque, diferentemente de você, eu não consigo exercer o simples ato de fazê-lo se apaixonar por mim todos os dias, assim como você me faz apaixonar por você. O simples fato de ter a consciência de que,um dia, todo esse romance irá acabar me amedronta; por mais verdade que seja, eu não quero que isso acabe, ainda está tão cedo. Os ventos de verão sopram, e meus sonhos de te ver o mais rápido possível voam na mesma direção que o vento leva, até que uma hora cheguem até você.

Pode ser um simples equívoco de quem se apaixona pela primeira vez. Mas quero acreditar que os seus sentimentos não mudaram, desde aquela tarde de domingo. Quero que continue me amando, ou pelo menos gostando de mim, todos os dias; mas esse é um pedido egoísta de uma menina simplória. Estou me cansando disso, estou me tornando uma garota horrível, pois a cada dia, minuto que passe, eu estou gostando mais de você. Quero acreditar em seus sentimentos, mas não consigo; quero abandonar meus fantasmas do passados, mas não consigo; quero acreditar que você me considere importante; mas não consigo. Mesmo me cansando de tanta dor, eu não consigo jogar esses sentimentos pelo mar, esperando que a maré os leve e que, conforme o tempo, eles afundem na imensidão deste oceano; que é o esquecimento. Isso é algo que eu não consigo fazer, mesmo sendo tão jovem.

Assim como uma flor, que luta para nascer em uma nevasca de inverno; tento fugir e esquecer esta nuvem negra de indecisões que me rodeia, e que me cega. Você foi a luz,que dispersou essa nuvem, foi o motivo de eu tentar, mais uma vez, amar outra pessoa. Não importa quantos desencontros tivermos, a distância que estivermos, os pensamentos que virão; um dia eu ainda conseguirei te alcançar, e nessa hora, minhas mãos irão ao seu encontro e nunca mais te soltarão, assim como uma flor que nasce em meio à dificuldades e nunca mais deixa de existir.

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[OBS: Fanfic dedicada à uma certa pessoa…]

Espero que gostem da Fanfic, pessoal. Se SIM, Compartilhem e comentem, tá?

 

Meshiagare nee ~~

 

# [FANFIC] Encontro Indesejavelmente Terrível [ONE SHOT]

Era uma simples noite de dezembro; eu andava pelo bosque, onde os vaga-lumes voavam sobre o lago que há muito tempo fora abandonado, um fato um tanto que peculiar. O que me estranhava não era pelo local em questão;mas sim, especialmente por aquela noite em que a neve estava caindo muito para aquela época do ano, no pequeno vilarejo ao norte do país. Essas pequenas criaturas voavam de um jeito como que, se parassem suas vidas estariam acabadas, sendo que muitos estavam no chão a morrer, pelo cansaço. Não me importei muito com os vaga-lumes no caminho, apenas estava querendo chegar em casa.

Porém, depois de longas horas, eu não chegava ao vilarejo; o céu estava um breu, a lua perdia o seu brilho com essa escuridão, perdendo sua pureza; o bosque estava nas trevas.Eu ouvia minha respiração ofegante fazendo com que meus batimentos cardíacos acelerassem, minhas pálpebras estavam agitadas; estava com medo. Comecei a andar, meus passos foram acelerando cada vez mais, quando notei estava correndo, sem rumo e sem direção, até voltar para o lago inabitável. Os vaga-lumes não estavam mais naquele lugar. Naquele momento o luar resolveu aparecer, iluminando uma pequena trilha que levava a um lugar que eu desconhecia. Sem rumo, segui a trilha de pedregulhos que, à cada passo que dava, parecia que se desmanchava, como folhas secas na época de outono. Cheguei. Logo depois da trilha, havia uma mansão, que aparentava não ser habitada: as paredes estavam todas desbotadas e mofadas, elas eram perfuradas por raízes que se arrastavam por toda a sua extensão; os postes piscavam lentamente,como o piscar dos olhos de um idoso que está prestes a morrer; várias ervas-daninhas nasciam perto de um lugar que parecia ser um balanço para crianças.

Meus pés começaram a se movimentar novamente, me dirigi à grande porta de madeira: a porta possuía detalhes de rococó, estava toda desgastada e velha, a tranca brilhava à luz do luar- a tranca, ao ser iluminada pelo luar, parecia ser do mais fino e lindo cristal. Bati na porta uma única vez, e logo fui recebida pelo que parecia ser uma governanta, que possuía cabelos curtos e olhos castanhos, usava um vestido preto com detalhes dourados e um avental branco com bordas vermelhas; ela logo sorriu para mim gentilmente e falou: “Entre, que meu senhor estava à sua espera!”. Não entendi muito bem, mas logo entrei na mansão “abandonada”. A parte interna era totalmente diferente da de fora: possuía um grande e lindo lustre de cristal no meio de um enorme salão. Nesse salão havia apenas um grande relógio “tic-tac” no chão. No local, estavam presentes 5 pessoas: Um homem com cabelos negros, preso em rabo-de-cavalo, com óculos finos e com uma elegante postura, o que deduzi que fosse o mordomo; uma moça de longos cabelos vermelhos e olhos verdes, que percebi que era a filha dos donos da mansão, ao se dirigir à eles: “É ela mamãe,papai! Ela é a convidada que estávamos esperando!”. Os pais, a quem a garota de referia, possuíam uma beleza extraordinária: O pai tinha longos cabelos castanhos, olhos verdes, e um par de óculos no rosto, que estava preso por uma corrente de ouro, ao qual se estendia até o bolso do longo casaco branco, com detalhes vermelhos na borda de sua manga; a mulher, parecia um anjo, com seus extensos cabelos loiros e olhos azuis anil, vestia um lindo vestido lilás com babados brancos e detalhes dourados em formato de flores na borda de seu vestido que, ao seu andar, parecia uma chuva de flores em meio à primavera.

Uma das outras duas pessoas que estavam na sala era a empregada que me recebeu, e um lindo garotinho- ele possuía cabelos loiros e olhos muito peculiares: seu olhos eram de cores divergentes- o olho direito era verde como os do pai e o esquerdo era azul como os da mãe- além de ser tímido e muito quieto. Logo, o mestre da mansão falou: “Temos que comemorar a vinda de uma visitante tão graciosa!”, a empregada “Vou preparar o banquete”, o mordomo “Irei pegar o melhor vinho da adega”, a filha “Irei preparar as músicas”, a mulher “Cuidarei da decoração”, a criança de repente sai gritando euforicamente “É uma festa! É uma festa!”. Logo após os preparativos, todos começaram a beber alegremente e o mordomo me puxa para dançar logo em seguida e, no rítimo dos passos, ele diz: “Esqueça o que é amargo e doce, o que é realidade e ilusão, o que é viver e morrer; apenas se divirta nessa insana noite!”; minha cabeça começou à girar junto com os passos no salão de dança, e meus olhos começam a fechar como as cortinas de um espetáculo.

Sinto minha mente flutuando, meu corpo levitando, e minha alma adormecente. Meus olhos se abrem lentamente, virando de um lado para o outro: estou deitada sobre uma cama com lençóis de seda e com cortinas vermelhas, desmaiei por um tempo, que para mim foi como um dia inteiro. Sim, ainda era de noite, o que era estranho, pois o tempo que eu adormecera, já era para o amanhecer estar se levantando, levando a escuridão com sua ascendência. Levanto da cama, e desço as escadas apressadamente, viro e me deparo com o grande salão: ele estava totalmente limpo, como se não houvesse acontecido a festa. Minha alma estremeceu, ouvi passos se aproximando; cada passo mais próximo era um arrepio no meu espírito; logo avisto uma pequena porta perto do relógio, o que aparenta ser uma passagem secreta; não penso duas vezes, e corro em direção à essa porta. Quando adentro o lugar, me deparo com uma grande escada de concreto em formato de caracol. Minha curiosidade ataca, e quando percebo, estou descendo as escadas; à medida que desço, os meus batimentos aceleram, a minha respiração começa a ficar mais intensa. Chego no fim da escadaria-Mas o que é isso?!-penso eu- JESUS, JESUS! – vários corpos estavam pendurados de formas grotescas, com horários marcados em seus corpos. Não demora muito e vozes começam a surgir atrás de mim: “Ela descobriu…”, “Perigo! Perigo!”, “Está na hora de fechar as cortinas do espetáculo.”, “Rápido!Rápido!”, “É você quem decide o final dessa história, ache o final dela!”. Meus pés aceleram, subo as escadas, ofegante, saio da sala secreta- “NÃO QUERO MORRER, NÃO QUERO MORRER!”-penso eu-“AINDA NÃO, AINDA NÃO; ONDE ESTÁ O FINAL DA HISTÓRIA, A CHAVE DO FINAL FELIZ?!”

Não ouço mais o batimento cardíaco do meu coração, minha respiração está fora de controle, meus olhos começaram com um movimento circular, que analisam casa milímetro da sala; logo a luz do luar ilumina uma parte da sala em especial. Os moradores apareceram, e logo o menininho aparece e diz: “Está na hora de fecharmos a cortina! A história atingiu o seu auge”, logo depois o mordomo diz: “O relógio está completo!”- Cada corpo tinha uma hora marcada de 1:00 às 23:00, a única que faltava era 0:00- sem o relógio completo, a mansão ficaria no seu espetáculo eterno, até o dias das cortinas se fecharem…”Será que a história terá um bom final?”.Minha respiração se estabiliza…meu coração fica calmo…um sorriso surge em meu rosto…uma frase sai de meus lábios…”Achei”. Me viro e agarro a chave do “Final Feliz”- os ponteiros do relógio “tic-tac” que estavam sempre parados- assim começo a “dispensar” o elenco, à cada cabeça perfurada, um pensamento começa à se repetir dentro da minha cabeça: “Isso pode ser até divertido!”. A noite inesquecível e insana continua, até a última pessoa da platéia sair. Depois de todos serem dispensados; palmas surgem no fundo da sala, uma pessoa se aproxima e fala: “Foi um belo espetáculo, mas ainda não é o fim que eu desejo.”. Uma arma é apontada para a minha cabeça, um sorriso surge no meu rosto seguido em lágrimas, fecho meus olhos e uma cortina vermelha desce diante de meus olhos.

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[OBS: História baseada na música “BAD END NIGHT-VOCALOID”]

 

[ps: Os personagens da Fanfic, não são inspirados na aparência da imagem acima]

Minha primeira fanfic gigante. Espero que gostem; e não esqueçam comentarem aqui embaixo E compartilharem.

REVISÃO:

Yushuu

Alef

Guilherme [2]

Meshiagare nee ~~

# Primeira Primavera

Já se passara um mês desde que nos tornamos um casal, o que para mim foi uma surpresa, pois nunca percebi de como o tempo passa tão rápido; desde quando isso acontece? Até um momento atrás, em que meus olhos estavam abertos, eu estava vendo um céu azul claro, com respingos de amarelo e umas pinceladas de vermelho, em pleno amanhecer; mas a um simples piscar de olhos, o dia já se fora, e a noite chegara, com uma briza suave que acaricia meu rosto, ao descansar meus olhos. Já se passara um mês, desde aquele 18 de setembro.
Um dia, em que parecia ser o dia mais quente daquela primavera, tivemos o nosso primeiro encontro. Deve ser bobagem, tolice, ignorância, eu dar tanta importância a um simples encontro, pensava eu, mas um encontro, é estar você e a única pessoa do mundo, que naquele momento, naquele instante, é a essencial para você. Depois de almoçarmos fora, fizemos um programa simples, que todo casal, aparentemente, faz: saímos para o cinema, e depois iriamos tomar sorvete. Enquanto o cinema não abria, nós adentramos uma loja de brinquedos, onde eu parecia, com minhas expressões de maravilhamento, uma criança de doze anos de idade. Não me importei, pois mesmo eu me comportando de tal maneira, você sorriria para mim, fazendo com que minha ações mais banais, se tornassem algo realmente estupefato e incrível, pois a forma como você sorria, fazia eu subentender isso.
Entramos na sala do filme, onde havia apenas oito pessoa, contando com a gente. Sentamos exatamente na penúltima fileira da direita, em relação à tela, perto da parede. Você me olhava como se eu fosse a única pessoa à sua frente. Não demorara muito até se suceder a um beijo. Naquela hora me sentia como naqueles filmes de romance, em que o casal da trama, em meio da sala de cinema, se entre-olhavam, e como uma ação instantânea já estivessem se beijando. O filme começou, do inicio ao fim eu segurava a sua mão, como se nem que uma fenda se abrisse entre nós, eu não iria soltar. Em momentos que eu me assustava eu simplesmente me acolhia em seus ombros, e me sentia protegida, ao estar perto de você.
Ao sairmos do filme, dirigíamos para uma sorveteria, que discutíamos no caminho para decidir qual escolher. Tomamos o sorvete, e em meio à isso, eu percebera que o seu olhar se fixava em mim; meu coração acelerava, sem indícios que iria parar, meu rosto queimava, e eu não sabia pra onde olhar. Após o ocorrido, um pouco vergonhoso, para a autora que lhes escreve, íamos em direção a um parque, para passearmos, onde de repente, aos nossos olhares se cruzarem, estávamos novamente, nos beijando. Não me acostumara tão fácil à isso, ainda ficava um pouco tímida com a situação. Ao andarmos um pouco mais, sentamos em um banco, que se encontrava de baixo de uma enorme árvore, que balançava graciosamente e lentamente, às pequenas brizas daquela tarde. Não demorou muito, para me encontrar nos seus braços, nessa hora algo totalmente diferente aconteceu; claro, um beijo; mas esse parecia diferente, dessa vez parecia algo mais intenso, como se o tempo tivesse parado naquele instante e que apenas nós dois nos encontrávamos lá, como um refúgio feito para dois amantes em fuga, que nele o tempo não existe e não passa.
Foi algo incansavelmente continuo, sempre que encarávamos um ao outro, nossos olhos se fechavam, e voltávamos à mesma ação. A tarde passou, chegou a hora de voltarmos a velha monotonia cotidiana, que nos cercava todos os dias. O primeiro encontro se finaliza, com nós dois de mãos dadas, do mesmo jeito que saímos o encontro parece estar acontecendo até depois de soltarmos as mãos. Nesse dia de primavera, eu percebi, que parecia que as arvores floresciam em um tom mais forte e vivo; uma nova primavera se apresentava para mim. Aquela foi a minha primeira primavera.
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[NOTA: Primavera: Em alguns poemas românticos  a primavera é associada ao florescimento da vida romântica dos jovens. Também pode ser associada ao primeiro amor.]
Espero que gostem dessa continuação da Fanfic Anterior. Para quem não leu, dê uma olhada na história que se encontra abaixo desta: “Prelúdio Destinado”
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Meshiagare nee =3~~

# Prelúdio destinado

“Mais um dia de aula pacato”, assim todos pensavam, menos eu. Fazia dias que eu pensava em um assunto específico: “O que é gostar de alguém?”. Você veio até mim, naquele domingo ensolarado, e falou de seus mais profundos e sinceros sentimentos à mim, um alguém que não sente nada e não reage á nada. Ah, fazia tanto tempo que meu coração não se mexia por nada, naquele dia, depois daquele pedido inesperado, mas desejado; senti que meu coração fosse explodir de euforia, no entanto, ele se encheu de uma dúvida inexplicável e dolorosa, apenas uma frase,”Quer namorar comigo?”, que atualmente é algo ignoto, batido e banal, que é como se fosse apenas um “Bom dia”; mas não, naquele dia, naquela hora, naquele momento, era uma frase que eu queria, deveria, almejava falar na hora, entretanto, nenhuma resposta saiu.

Segunda passou, e nada mudou, fiquei pensando se naquela hora, aquela frase saiu apenas no calor do momento, que era algo passageiro, que passaria como uma brisa de verão tão fresca, que em poucos minutos se esvaia para outros lugares, deixando aquele local quente e seco. Minha cabeça entra em conflito, era algo incrédulo alguém como você gostar de mim em apenas um mês.”Não quero machucar mais ninguém”, é nessa mentira que eu me apoiava…Mentira ingênua, cética, ilusória! A verdade é que fora um pensamento egoísta que entrava na minha cabeça, e que eu não admitira e nem admitiria nunca: “Não quero me machucar mais.”.

Terça-feira, o dia mais quente do ano, o sol estava rígido, o chão parecia aquecido por uma brasa, mas eu não pensava em mais nada além “daquilo”. “Quero falar! Quero poder dizer que gosto dele, que ele me deu forças, quando achava que nada mais valia à pena! Quero ficar com ele! Quero estar junto à ele.”. Mas nenhuma palavra saía;o céu naquele dia estava limpo, sem nuvens; estava em uma perspicuidade que ressoava em meus sentimentos mais profundos. “Será que eu sou tão detestável assim? Estou brincando com os seus sentimentos? Por que eu sou tão fraca, à ponto de não lhe falar apenas “sim”? Sou a pior das pessoas, não mereço estar ao seu lado e nem de ouvir e de pensar naquele pedido!”, aquela manhã foi marcada com uma melancolia que transpareciam naquelas lágrimas que caiam na última semana de inverno. Na mesma manhã, eu deitava ao seu lado, com aquela expressão confusa e de dor; você me olhou preocupado, o que me fazia me sentir pior, tudo o que eu queria dizer era “eu gosto de você”, mas o que saiu foi um doloroso e pesado “Desculpe-me”.

As horas passaram, chegamos às duas últimas aulas nas quais estávamos livres. Sentei-me ao seu lado, com a determinação de acabar com aquilo ; se não fosse naquele dia, eu desistira.Deite-me em seus braços, e depois de longas horas conversando eu finalmente falei: “Eu aceito namorar com você.”. A sensação disso foi uma mistura de vergonha com euforia, de preocupação com destreza, de amar e de ter medo. Dois lados da balança que se equilibravam. Andávamos ao mesmo passo, nossas sombras quase que se igualavam simetricamente, como se fossem pintadas pelos raios do sol, nossas mãos se entrelaçavam, como que nem se o mundo entrasse em colapso, elas não se soltariam… Penso se esperei por você este tempo todo, pode ser apenas uma ilusão tola de minha parte, mas ainda sim, almejo que a linha vermelha existe entre nós.O céu nunca foi tão cândido e tão poético como naquele dia, em que nos tornamos um casal.

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[Nota da autora: Akai Ito (Linha vermelha) É uma linha que une o destino entre duas pessoas, que estão destinadas à se encontrarem em qualquer momento, lugar ou tempo. Ela é inquebrável, e pode superar distâncias]